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Fusão entre EADS e BAE Systems criará gigante europeu da aeronáutica

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Fusão entre EADS e BAE Systems criará gigante europeu da aeronáutica

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A Europa pode vir a assistir ao nascimento do número um mundial da aeronáutica, com a anunciada fusão da EADS e da BAE Systems.

O caminho promete ser longo: governos europeus e acionistas reagiram com cautela e ceticismo ao anúncio das negociações entre a britânica BAE Systems, da área da defesa, e a pan-europeia EADS, construtora do Airbus, mas também de helicópteros ou mesmo de satélites.

A concretizar-se, a operação dará origem a um conglomerado com um valor de mercado de 37 mil milhões de euros, mais de 220.000 empregados e uma faturação da ordem dos 72 mil milhões de euros – o que criará o número um mundial da aeronautica, à frente da Boeing, cuja faturação é da ordem dos 53 mil milhões de euros.

A construtora aérea norte-americana já fez saber, em comunicado, que não receia a fusão das duas companhias europeias.

Segundo a declaração enviada pelas duas empresas às autoridades da bolsa de Londres, os acionistas da BAE Systems passarão a deter 40% da nova entidade; os restantes 60% serão detidos pelos acionistas da EADS.

As negociações, que duram há meses, devem estar concluídas até ao próximo dia 10 de outubro, data em que se saberá se o projeto tem realmente asas para voar.