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Líbios detêm suspeitos sem certezas sobre o que motivou o ataque de Bengasi

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Líbios detêm suspeitos sem certezas sobre o que motivou o ataque de Bengasi

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Já há suspeitos detidos, na sequência do ataque ao consulado de Bengasi, na Líbia, durante o qual quatro americanos morreram, entre os quais o embaixador Chris Stevens. No entanto, as autoridades nacionais não precisaram quantas pessoas foram intercetadas, nem tão pouco se têm ligações a algum tipo de grupo.

A morte do responsável diplomático de 52 anos, durante um raide que envolveu lança-granadas e bombas artesanais, provocou um abalo em Washington. Dois navios de guerra foram mesmo mobilizados para a Líbia, numa medida anunciada como “preventiva”.

O médico que recebeu Stevens refere que este não estava ferido e que a causa da morte foi asfixia por inalação de fumo.

Num primeiro tempo, este ataque foi tomado como uma consequência dos protestos populares contra o filme “A Inocência dos Muçulmanos”. Mas há quem realce a data em que tudo aconteceu, 11 de setembro, e lance outra versão.

O analista político Emile Hokayem considera que “o poder de fogo utilizado, o número de atacantes no terreno, a sofisticação da investida, apontam para uma operação já planeada.”

Hokayem dá mesmo um nome à suspeita: o grupo radical Ansar al-Shariah, um movimento armado que combate pela imposição da lei islâmica.