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O povo da Holanda entendeu "que precisa da Europa"

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De  Euronews
O povo da Holanda entendeu "que precisa da Europa"

<p>Os partidos do centro, pró-europeus, obtiveram a maioria nas eleições, esta quarta-feira, na Holanda. O atual primeiro-ministro, Mark Rutte, foi reconduzido ao poder face à vitória dos liberais, que reforçaram o número de deputados, e prometeu trabalhar para formar uma coligação.</p> <p>Em condições de a negociar estão os sociais-democratas, também pró-europeus, que ficaram em segundo lugar e com reforço de assentos no Parlamento.</p> <p>O grande perdedor das eleições é o partido da extrema-direita, de Geert Wilders, eurofóbico e defensor da saída da Zona Euro. Deve conseguir apenas 15 dos 24 lugares que tinha obtido nas legislativas de 2010. O partido de extrema-esquerda também perdeu influência.</p> <p>Estas eleições foram antecipadas devido a uma crise política em Abril passado e vistas pelo resto da Europa como um barómetro do sentimento antieuropeu, que parece ter perdido força.</p> <p>Importante aliada da Alemanha e um dos motores da zona euro, a Holanda é uma defensora da austeridade nos países do sul mais incumpridores.</p> <p>Estas eleições foram vistas pelo resto da Europa como um barómetro do sentimento antieuropeu, que parece ter perdido força.</p> <p>Para falar do impacto destas eleições, o enviado da Euronews à Holanda, Olaf Bruns, entrevistou André Krouwel, analista político e professor da Universidade de Amsterdão.</p> <p>Questionado sobre qual é o sinal que o povo holandês enviou para Bruxelas, respondeu que “a mensagem é muito clara: querem um governo estável”. </p> <p>“Houve uma experiência política com base num governo de direita, que se apoiava no partido anti-europeu e anti-imigrante de Wilders. Era um governo muito instável, que não foi capaz de reestruturar as finanças holandesas, mas que ao mesmo tempo criticava os outros países”, acrescentou o analista.</p> <p>Sobre o ciclo de dez anos em que partidos de direita e de esquerda eurocéticos tiveram muita influência, André Krouwel disse que “há uma parte do eleitorado que é anti-europeu, mas é relativamente pequena”.</p> <p>“A maioria das pessoas na Holanda são relativamente pró-Europa, mas têm dúvidas do destino para o qual a Europa caminha. Não sabem qual vai ser. Penso que o “não” ao referendo em 2005 se deveu ao facto de não saberem qual era esse caminho, o que é que Bruxelas quer fazer. Ou seja, é mais o medo do desconhecido e do que o facto de serem profundamente anti-europeus. Penso que a maioria do povo da Holanda entende que este país, tão pequeno, precisa da Europa, do mercado único e do euro”, explicou.</p>