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Papa no Líbano, com segurança extrema

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Papa no Líbano, com segurança extrema

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O Líbano espera o Papa Bento XVI, para uma visita de três dias, sob alta vigilância. O país está em estado de alerta, com todas as forças mobilizadas para garantir a segurança do Papa.

O país tornou-se mum reflexo das tensões, provocadas pela guerra na Síria.

Depois da chegada, esta sexta-feira, ele visita a Basílica de São Paulo, em Harissa, para evocar “a exortação apostólica”, assinalada em todas as igrejas do Médio Oriente, obedientes a Roma.

No Líbano, há 13 comunidades cristãs.
O Papa irá certamente fazer um apelo à unidade de todos os cristãos da região, como diz Marwan Tabet, coordenador apostólico da visita:

“Tenho a certeza que ele está preocupado com os cristãos e o cristianismo, na Síria, também está preocupado com os cristãos em toda a região. É por isso que uma parte importante da sua mensagem será dirigida aos muçulmanos da região, de todos os regimes. Pode-se imaginar um Médio Oriente, sem cristãos?

O Líbano é o único estado da região que tem inscrito o pluralismo religioso, na sua constituição. O país é um mosaico, onde coexistem, oficialmente, 18 confissões religiosas.

Os cristãos representam 34,9 por cento da população e os muçulmanos 64,6 por cento, divididos, em partes iguais, entre sunitas e xiitas.

A maioria dos líderes religiosos vai dar as boas-vindas do Papa, num encontro marcado para este domingo:

“Nós pensamos que esta visita enfatiza a importância da coexistência de cristãos e muçulmanos, assim como, aumenta as chances dessa coexistência. Certamente, temos isso em conta, neste momento, devido a receios de lutas, na nossa região”, diz o clérigo xiita, Ali Fadlallah.

Todos, exceto as salafistas, de Omar Bakri Fostock:

“O Papa não é bem-vindo a este país e, por isso, estou realmente preocupado. Eu represento-me a mim próprio e aos pontos de vista islâmicos. Ele insultou a minha religião e insultou o meu amado mensageiro Mohammad. Que a paz de Deus estivesse com ele, no seu discurso público, quando disse que o Islão é uma chamada do mal e que não é adequado para a Humanidade. E Mohammad espalhou-se em força”.

Desde a visita ao Líbano de João Paulo II, em 1997, muitas coisas mudaram no Médio Oriente. Desta vez, espera-se uma grande multidão para receber o seu sucessor.