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Papa no país mais católico do Médio Oriente
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Para ir ao Líbano, o Papa Bento XVI enviou uma mensagem de esperança aos cristãos do Médio Oriente, ameaçados pelo êxodo.

O país é uma excepção, nesta região de maioria muçulmana que foi o berço do cristianismo.

Aqui, a liberdade de consciência é absoluta, protegida pelo Estado, no artigo nono da Constituição.

Ao aeroporto Rafik Hariri, de Beirute, chegaram representantes de todas as igrejas cristãs, do Médio Oriente.

Elias Chakkour, bispo palestiniano, foi um deles:

“Nós gostamos de vir ao Líbano, porque é hospitaleiro e acolhe sua Santidade o Papa. Estamos aqui com um grupo de sacerdotes de Haifa e da Terra Santa”.

Soheil Khoury é um sacerdote jordano, também presente em Beirute:

“Viemos, para estar com sua Santidade o Papa, porque a sua visita ao Líbano e a esta região é muito importante, é um acontecimento histórico e diz respeito a todo o Médio Oriente e irá reavivar todo o debate sobre o Médio Oriente “.

No Líbano, há 13 comunidades cristãs, incluindo seis igrejas que dependem de Roma. A mais importante é a maronita, que é liderada, por lei, pelo chefe de Estado libanês.

Os maronitas foram a principal comunidade do país, antes da guerra civil. Hoje, são menos de um milhão e a sua influência diminuiu. Como em todos os lugares no Médio Oriente, os cristãos estão a fugir da violência.

Atualmente, existem ainda entre 13 a 15 milhões de cristãos na região. No Líbano, são 1,6 milhões, ou seja, 35 por cento da população.

Eram 51 por cento, em 1932. Na Síria, há pouco mais de um milhão, 15 por cento da população.

No Egito, serão cerca de oito milhões, 10 por cento da população. No Iraque, 1,4 milhões, correspondentes a 5 por cento.

Desde a intervenção americana no Iraque, cerca de 550 mil abandonaram o país. Um êxodo para a Europa, a Turquia e os Estados Unidos, para escapar à violência islamita e à pobreza.

Um cenário que se pode repetir na Síria, onde os cristãos são hostilizados pelos rebeldes que os acusam de apoiar o regime. Desde março de 2011, 90 por cento dos cristãos de Homs abandonaram a cidade, ou foram expulsos.

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