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Marikana: um conflito sem luz ao fundo do túnel

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Marikana: um conflito sem luz ao fundo do túnel

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A polícia sul-africana dispersou este domingo, sem incidentes, uma nova manifestação dos mineiros de Marikana.

Os agentes impediram que a marcha acedesse ao centro da cidade de Rustenburg para protestar contra a repressão do protesto de ontem, com gás lacrimogéneo e balas de borracha.

Desde sexta-feira, que o fracasso das negociações salariais coincide com o endurecimento da posição das autoridades contra os manifestantes depois da polícia ter multiplicado as operações para proibir concentrações ilegais e apreender armas.

Uma nova ronda de negociações deverá iniciar-se esta segunda-feira, depois dos sindicatos terem rejeitado uma oferta de aumentos salariais entre os 9% e os 21%.

Um líder sindical afirma que a sua prioridade, “é a segurança dos trabalhadores e por isso vai ficar à espera de uma autorização para manifestar-se. Mas isso não quer dizer que vamos regressar ao trabalho. Vamos prosseguir a greve, mas em casa, até termos autorização para sair às ruas”.

Um mês depois da polícia ter morto 34 grevistas em Marikana, a empresa que gere a mina de platina afirma-se inflexível sobre as exigências dos sindicatos.

O presidente da companhia afirmou hoje na impresa sul-africana que conceder aumentos até 300% poderia pôr em risco toda a atividade da empresa assim como milhares de empregos.