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Ucrânia "estagnada" entre Rússia e União Europeia

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Ucrânia "estagnada" entre Rússia e União Europeia

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A um mês das próximas eleições ucranianas, Estados Unidos e União Europeia aumentam a pressão para que o regime de Kiev respeite os “padrões democráticos”.

Uma reunião internacional em Ialta, durante o fim de semana, voltou a ser o palco da tensão em torno da detenção prolongada da ex-primeira-ministra Iulia Timoshenko.

Para o primeiro-ministro ucraniano, Mykola Azarov: “Para que a União Europeia e a Ucrânia desenvolvam a sua relação, num novo capítulo, é importante abandonar os estereótipos que alimentam as divisões entre as duas partes”.

Com as ambições europeias da Ucrânia (nomeadamente o acordo de associação com a UE) suspensas no caso Timoshenko, a Rússia voltou a lembrar, em Ialta, que a entrada na união aduaneira russa deve ser mais prioritária do que uma aproximação do país à UE.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros sueco, Carl Bildt, também presente em Ialta, “o meu receio não tem a ver com o rumo escolhido pelo país, mas com o facto de que não vai a lado nenhum. Quando tudo muda rapidamente ao nível da economia global, a Ucrânia continua estagnada sem decidir-se se quer entrar na União Europeia ou na união aduaneira russa”.

Símbolo das tensões com Bruxelas e longe das festividades da reunião de Ialta, o responsável diplomático sueco foi impedido de reunir-se hoje com Iulia Timoshenko.

Na sua conta twitter, Carl Bildt afirma que Kiev não deu qualquer justificação para a recusa da visita, requerida pela própria ex-primeira-ministra ucraniana.