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EU admite baixar quota de biocombustíveis

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EU admite baixar quota de biocombustíveis

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O aumento da quota de biocombustíveis a usar nos meios de transporte europeus pode fazer escalar ainda mais os preços dos cereais. É o dilema que se coloca aos ministros da Energia da União Europeia, reunidos em Chipre, na revisão das metas pós-2020.

Organizações não governamentais alertam que os solos começam a acusar a sobre-exploração de soja e milho. Além disso, o desvio destes cereais do mercado para consumo humano ameaça o sustento das populações mais pobres.

Num relatório chamado “Grãos da Fome”, a Oxfam pede para ser revista a meta de chegar aos 10% destes combustíveis em 2020.

“Todos os dias são usadas quantidades enormes de alimentos para colocar combustível nos depósitos dos automóveis. Vivemos num mundo em que mil milhões de pessoas são vítimas da fome. Isso é aceitável? A alternativa é ter um sistema de transportes mais inteligente, com mais transportes públicos e automóveis mais eficientes, nomeadamente elétricos”, defende Marc-Olivier Herman, da delegação da Oxfam em Bruxelas.

Os biocombustíveis fazem parte da estratégia para combater os gases com efeito de estufa, mas a Comissão Europeia já admitiu baixar o plafond para evitar estes efeitos negativos.

Já os produtores de biocombustível alertam que tal pode pôr em risco 50 mil postos de trabalho.