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O 11 de setembro dos palestinianos comemora-se a 17

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O 11 de setembro dos palestinianos comemora-se a 17

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Um massacre silencioso, seguramente o pior que sofreu o povo palestiniano: há 30 anos, no Líbano, foram assassinados entre 700 e 3.500 civis, homens, mulheres, crianças e idosos, nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, durante três dias, de 16 a 18 de setembro de 1982.

As milícias cristãs libanesas entraram no território com o acordo de Israel. No dia 1 de setembro, o exercito isralita bombardeou e invadiu o Líbano para perseguir a OLP em Beirute.

A 11 de setembro, o arquitecto da invasão e ministro de Defesa, Ariel Sharon, assegurou que tinha 2000 terroristas detidos nos campos de refugiados.

No dia 14 de setembro explodiu uma bomba na sede do partido cristão maronita, acabando com a vida de Bashir Gemayel. Tinha sido eleito presidente e apostava no fim da guerra civil, que se prolongava desde 1975.

A morte de Gemayel serviu de pretexto para o massacre e para uma verdadeira caça aos terroristas que se converteu em vingança das milícias radicais libanesas.

O exército hebreu, que controlava o perímetro do campo, apoiou logisticamente os atacantes, levou-os ao interior e chegou a iluminou o céu sobre o campo de refugiados.

As vítimas foram alvo de golpes de diferentes armas brancas, para evitar o ruído e o alerta. Tal como cegos e surdos sedentos de sangue, os assassinos deixaram para trás milhares de corpos de crianças, mulheres, jovens, velhos…
Só três dias depois a comunidade internacional deu o alarme.

Para os sobreviventes da matança de Sabra e de Chatila, o dia 17 de setembro é uma jornada de dor e de memória.

Vêm de todas as partes do mundo para se recolherem nas campas dos familiares perdidos

Israel reconheceu a responsabilidade indireta de Ariel Sharon no massacre, que, 30 anos depois, continua impune.