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Planos da Fiat criam polémica em Itália

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Planos da Fiat criam polémica em Itália

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Qual é o futuro da Fiat em Itália? O governo de Mario Monti quer uma resposta, depois do construtor automóvel ter adiado o plano de investimento de 20 mil milhões de euros.

Sergio Marchionne, administrador delegado da Fiat, anunciou o plano “Fabbrica Italia” em troca de concessões laborais dos sindicatos italianos. Dois anos depois, Marchionne mudou de estratégia, evocando a crise no mercado automóvel europeu.

Os sindicatos dizem-se enganados e Roma quer explicações.

Elsa Fornero, ministra italiana do Trabalho, defende: “Quando diz respeito a uma grande companhia como a Fiat em Itália, o interesse do governo é grande. Gostaríamos de aprofundar este assunto com Marchionne e saber o que tem em mente em termos de investimento laboral no país”.

Mirafiori, Cassino, Pomigliano, Val di Sangro, Melfi: a Fiat detém ainda cinco fábricas em Itália e, segundo Marchionne, uma poderia vir a fechar, devido à queda da procura. A marca deverá produzir, este ano, em Itália, 734 mil veículos, menos de metade do previsto em janeiro.

As vendas da Fiat em Itália caíram para níveis de 1970. A empresa perdeu mais de 500 milhões de euros no primeiro semestre, devido à queda no mercado europeu.

Em Itália teme-se que a Fiat centre as atenções na Europa de Leste e, sobretudo, para os Estados Unidos, após o relançamento bem-sucedido da Chrysler.