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Síria: sangrento mês de agosto

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Síria: sangrento mês de agosto

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Agosto foi o mais sangrento dos 18 meses de conflito na Síria e as violações dos direitos humanos aumentam em número, em escala e em ritmo.

A constatação é das Nações Unidas. A organização dá conta que, só na última semana de agosto, morreram mais de 1600 pessoas.

Ao todo, o conflito – que começou em março do ano passado, com manifestações pacíficas – já fez, pelo menos, 20 mil vítimas mortais, segundo a ONU, 27 mil, segundo o Observatório sírio dos Direito dos Homem, sediado em Londres. A maioria, civis.

As Nações Unidas contabilizam ainda um milhão e duzentos mil deslocados na própria Síria e 250 mil refugiados nos países vizinhos.

No terreno, os bombardeamentos continuam, a crer nos vídeos amadores que são colocados diariamente na internet, e cuja vericidade é difícil de confirmar já que o governo de Bashar Al-Assad continua a impedir o acesso aos ‘media’ ocidentais. Só esta segunda-feira, estima-se que mais de 40 pessoas tenham morrido, no país.

Paulo Pinheiro, o investigador brasileiro da ONU para os Direitos Humanos, apela ao Conselho de Segurança para que leve a situação síria ao Tribunal Penal Internacional.