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Salman Rushdie: "seria difícil publicar 'Os Versículos Satânicos' hoje em dia"

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Salman Rushdie: "seria difícil publicar 'Os Versículos Satânicos' hoje em dia"

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Um escritor clandestino confessa-se: poderia muito bem ser o resumo da autobiografia lançada agora por Salman Rushdie.

Os dias da fuga constante, que ainda não terminaram, são relatados no novo livro “Joseph Anton”.

A obra “Os Versículos Satânicos” determinaria o rumo da sua vida, após a ameaça de morte instaurada pela fatwa do regime iraniano.

Vinte e quatro anos mais tarde, o controverso autor afirma que várias formas de expressão artística “são atacadas por diferentes interesses de grupos religiosos” e que os Estados cedem sempre. Para o escritor britânico, “sem a liberdade de expressão, todas as outras liberdades desaparecem. É o pilar de qualquer sociedade livre. Comprometê-la é colocar em risco algo de crucial”.

Habituado a manifestações contra os seus trabalhos, e perante a revolta no mundo árabe provocada por um pequeno filme amador, Rushdie declara que é mais difícil questionar o Islão agora do que há duas décadas.