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Barroso: "Não foi o euro que criou a crise"

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Barroso: "Não foi o euro que criou a crise"

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Em direto, o presidente da Comissão Europeia respondeu às perguntas dos cidadãos numa emissão especial da Euronews. Através de uma câmara web ou por escrito, foram colocadas questões sobre a Europa a Durão Barroso.

Giuseppe, Bruxelas: Presidente Barroso, 22% dos jovens na União Europeia estão desempregados e a taxa de desemprego juvenil é superior a 50% na Grécia e em Espanha. A Comissão deu passos positivos para desenvolver estágios de qualidade e a Garantia Europeia da Juventude. No entanto, tem havido menos enfoque nos empregos precários. O que é que a União Europeia vai fazer para garantir que os jovens possam encontrar qualidade e trabalho estável? E a União Europeia não vai defender o emprego e os direitos sociais dos jovens nesta era de austeridade?

Durão Barroso: Sim, essa é uma das prioridades da Comissão Europeia: resolver o problema do emprego, sobretudo dos jovens. A melhor forma para ter emprego sustentável, e não precário, é estimular o crescimento. O crescimento pode vir com a confiança e também com as reformas estruturais que dão competitividade aos nossos países. É por isso que para resolver os problemas da zona euro, a confiança é muito importante porque só assim vamos ter o investimento necessário.

Alex Taylor: A criação do euro gerou uma crise de confiança que talvez não existisse de outra forma…

Barroso: É verdade que temos desafios específicos no euro porque não estávamos preparados institucionalmente com todos os instrumentos para enfrentar a situação. No entanto, é falso dizer que foi o euro que criou a crise.

David, Edimburgo: Presidente Barroso, falou de criar uma federação de estados-nação. Dada a ansiedade acerca da atual crise económica, que sucesso vai ter a União Europeia ao pressionar para mais integração?

Barroso: É importante sermos honestos com as pessoas. Penso que o futuro da Europa passa por maior integração. Com mais integração vem mais democracia e uma federação é a solução democrática para esta união, porque mantém as nações – os nossos países – mas, ao mesmo tempo, clarifica algumas regras sobre a partilha do poder, partilhando a soberania.