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Há muito que não é preciso ir a chinatows, como a da cidade belga de Antuérpia, para comprar produtos chineses na Europa. Estão por todo o lado e a China passou também a exportar muitos produtos antes fabricados pelos europeus.

O investimento chinês na União atingiu um recorde de 7 mil milhões de euros em 2011.

Acusações de “colonização económica” emsombram as relações bilaterais e uma parceria mais equilibrada vai ser discutida na cimeira UE-China, esta quinta-feira, em Bruxelas.

“Um dos sinais da intensificação das relações entre União Europeia e China é o fluxo de estudantes nos dois sentidos. Só na Bélgica existem 2300 universitários chineses e muitos jovens europeus também querem aprender a viver e a trabalhar na China”, realça a correspondente da euronews, Isabel Marques da Silva.

A Escola de Gestão de Antuérpia abriu, em setembro, o mestrado “Estudos para Negócios Europa-China”, frequentado por 16 alunos, de sete nacionalidades.

As aulas e workshops também serão realizados em Xangai, para ultrapassar as barreiras culturais.

“Antes de vir para cá, trabalhei como professora de chinês durante dois anos e observei como havia muitos mal-entendidos devido às diferentes origens culturais. É, de facto, necessária uma grande adaptação”, contou Guilan Yang, estudante da China.

“Se pegarmos no exemplo do McDonalds, vemos que não vende carne de vaca na Índia, mas vende-a na Europa. Este é o tipo de impacto cultural que se deve ter em conta quando se quer expandir os negócios para outros mercados”, disse Bhupinder Bedi, estudante do Reino Unido.

O diretor deste programa escolar, Haiyan Zhang, elogia o novo pilar de intercâmbio social, criado na primeira cimeira de 2012, e diz que a China está a mudar o modelo de desenvolvimento.

“Anteriormente, a China apostava muito nas exportações e na economia externa, mas hoje a China também tenta criar um modelo mais sustentável de desenvolvimento, preocupada com questões fundamentais como o urbanismo. Nessa área a China trabalha muito com a Europa”, explicou o professor, que também dirige o Centro Euro-China da escola.

Mas não faltam exemplos de protecionismo e desconfiança, tais como as recentes contendas sobre painéis solares chineses ou impostos europeus sobre emissões da aviação. Temas quentes na segunda cimeira UE-China de 2012.

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