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Síria: Alepo debaixo de fogo

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Síria: Alepo debaixo de fogo

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Alepo passou mais um dia debaixo de fogo intenso. A guerra faz parte do quotidiano da segunda cidade síria e todos os habitantes são afetados pelo conflito. Os mais novos, por exemplo, não podem ir à escola. As crateras das bombas estão por todo lado. O próximo míssil pode destruir o hospital pelo que até os doentes e os feridos correm perigo. A escassez de comida é um dos principais problemas com se debatem os residentes.

“Destruíram a nossa casa com três bombas. Tivemos de a abandonar e agora nem consigo encontrar pão. O que quer que eu diga! Peço a Deus que nos proteja” – afirma um homem.

“O meu filho precisa de uma transfusão de sangue por mês. O inverno está a chegar. O que é que vamos fazer? Vão ser tempos difíceis. Espero que encontrem uma solução. O que está a acontecer na Síria é lamentável” – exclama uma mulher.

Mas a esperança é reduzida. O chamado grupo de contacto, composto pela Arábia Saudita, o Egito, o Irão e a Turquia, propôs no início da semana o envio de observadores dos quatro países, apesar do falhanço de missões semelhantes.

Enquanto decorrem as negociações nas chancelarias diplomáticas, o sangue corre na Síria e as crianças crescem sem futuro. O que antes era uma escola é agora um monte de ruínas, sem alunos, nem professores, como mostra o enviado da Euronews a Alepo, Farouk Atig:

“O ano escolar começou oficialmente na Síria mas a maioria das escolas de Alepo permaneceram encerradas. A maioria está reduzida a ruínas como esta aqui atrás de mim. Entretanto, as bombas continuam a chover sobre a segunda cidade do país.”