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15ª Cimeira UE-China marcada por divergências

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15ª Cimeira UE-China marcada por divergências

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Apesar dos sorrisos para a fotografia, são muitas as divergências entre Bruxelas e Pequim. A décima quinta cimeira anual União Europeia-China teve início esta quinta-feira, em Bruxelas, e os líderes dos dois blocos não esconderam os desacordos comerciais que os separa.

No início da cimeira, o Presidente da Comissão Europeia fez questão de sublinhar a forte evolução das trocas comerciais entre Bruxelas e Pequim.

“Nos últimos 10 anos as trocas comerciais de bens aumentaram 280%, as de serviços aumentaram 380% e o nosso investimento direto na China aumentou 290%. As complementaridades e sinergias entre as nossas economias têm sido utilizadas de maneira positiva.”

Já o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, lamentou que a União Europeia não tenha decidido levantar o embargo de venda de armas à China, em vigor desde 1989, ano do massacre de Tiananmen, e o facto de Bruxelas não reconhecer o estatuto de economia de mercado à China.

Um dos primeiros acordos assinados entre as partes diz respeito à emissão de gases de efeito de estufa. A China, um dos maiores poluidores mundiais, vai trabalhar com a União Europeia para reduzir a emissão destes gases.