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Mineiros sul-africanos voltaram ao trabalho

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Mineiros sul-africanos voltaram ao trabalho

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Os mineiros sul-africanos regressaram, esta quinta-feira ao trabalho, depois de seis semanas de greve que terminaram num acordo salarial.

Mas a mina de Marikana, no norte do país, ainda não está a funcionar.

O dia foi dedicado à inspeção dos locais de extração e aos exames médicos das 28 mil pessoas que ali trabalham.

Goolam Ballim, do Standard Bank, diz que as relações de produção terão de ser revistas, para evitar casos como este:

“As relações entre empregados e empregadores terão de ser revistas e, neste contexto, não apenas o compromisso entre acionistas, capital e trabalhores, mas também entre os diversos níveis de trabalho, as hierarquias. E eu suspeito que, na África do Sul, com noutras partes do mundo, essas relações estão mais agressivas, pela desigualdade das políticas redistributivas, pela forma como são calculados os rendimentos dos empregados”.

A luta por aumentos salariais foi duríssima, com muita repressão policial e um saldo trágico: 46 mortos.

Mas perante a irredutibilidade dos mineiros, a empresa inglesa que explora a mina, cedeu.

Esta quarta-feira, registaram-se novos incidentes, desta vez em Rustenburg. A polícia dispersou violentamente uma concentração de mineiros, detendo 22 pessoas.