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O lado feminino dos negócios

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O lado feminino dos negócios

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Menos de 35 por cento dos empreendedores que desenvolvem uma atividade independente na Europa são mulheres. Justamente para incrementar o potencial da iniciativa empresarial no feminino, foi criada uma rede europeia de mentores. O jornalista Serge Rombi foi conhecer uma das conselheiras à Hungria.

Todos os dias, Adrienn Koronczi se dirige à fábrica de produção de peças automóveis que o seu pai, Lazlo, criou há 35 anos.

Hoje em dia, esta PME tem 82 trabalhadores, duas vezes mais do que em 2005. Durante o mesmo período, o volume de negócios multiplicou-se por 8, atingindo agora os 5,2 milhões de euros.

Há 10 anos que Adrienn dá formação a técnicos de gestão. Foi, por isso, um passo natural aderir à rede europeia de mentores para o empreendedorismo no feminino. Trata-se de uma rede representada em 17 países, com cerca de 200 formadores. Só na Hungria há 12.
Há um ano, Adrienn acolheu duas empresárias, que ajuda na procura de financiamento. “Esta é a minha principal motivação: partilhar as experiências que fui acumulando, ao nível nacional e internacional, em grandes e médias empresas, para ajudar as minhas formandas a serem bem-sucedidas nos seus negócios”, explica.

Adrienn reúne-se com elas, pelo menos, uma vez por semana. E uma vez por mês é Bernardett quem a visita. Há cerca de um ano, Bernardett lançou uma empresa de informática. Como muitos dos novos empreendedores, não se conseguiu orientar nos meandros da contabilidade. Foi aí, sobretudo, que a sua mentora interveio.

Adrienn também valoriza o lado relacional desta rede, na qual participa de forma voluntária, e que acaba ter um retorno na sua própria atividade, o de conhecer novos empreendedores.

“As chaves do sucesso são exatamente as mesmas para os homens e para as mulheres. Disciplina, abordagem positiva, capacidade de trabalhar em equipa e, obviamente, iniciativa para continuar a inovar”, remata Adrienn.