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Turquia aguarda sentença de militares acusados de planear golpe contra Governo

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Turquia aguarda sentença de militares acusados de planear golpe contra Governo

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Um dos mais polémicos julgamentos da história da Turquia deverá chegar esta sexta-feira ao fim. Se tudo correr como previsto 365 militares turcos, entre eles vários ex-comandantes, acusados de planear em 2003 um golpe contra o Governo islamita moderado de Tayyip Erdogan, conhecem hoje a sentença.

A chamada operação “Martelo” pretendia, alegadamente, criar confusão social através de vários atos violentos, assassinatos e atentados, inclusive a mesquitas históricas de Istambul.

Em tribunal, o ex-general turco Cetin Dogan, voltou a negar ser o presumível “cérebro” das operações.

A procuradoria pede 15 a 20 anos de pena de prisão para os réus, alguns deles já reformados em idade avançada.

No início do processo, a procuradoria conquistou o apoio popular por iniciar uma aparente vaga de democratização redutora do poder militar. Mas à medida que o tempo avançou cresceu o ceticismo em relação aos verdadeiros objetivos desta ação.

Os acusados falam num “ajuste de contas” e dizem que o veredicto será “mais político do que jurídico.”

A indignação de familiares e amigos dos réus faz-se ouvir bem alto às portas do tribunal de Silivri, cerca de meia centena de quilómetros a oeste de Istambul.