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FIAT faz marcha atrás na ameaça de reestruturar atividade em Itália

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FIAT faz marcha atrás na ameaça de reestruturar atividade em Itália

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O presidente da FIAT faz marcha atrás, depois de ter ameaçado reestruturar as atividades do construtor automóvel em Itália.

Sergio Marchionne garantiu ontem que o grupo, “vai salvaguardar a sua presença industrial no país”, depois de uma reunião com o primeiro-ministro Mario Monti, em Roma.

A FIAT, que é o maior empregador privado italiano, garantiu que vai explorar modelos de negócio alternativos, nomeadamente a produção para o mercado externo, fora da União Europeia.

O entendimento entre governo e a empresa, que segundo algumas fontes não implicou qualquer contrapartida monetária, é vivamente criticado pelos sindicatos que exigem uma reunião de urgência com os parceiros sociais.

No exterior da reunião, em Roma, centenas de funcionários da FIAT manifestaram-se contra o eventual encerramento de fábricas.

“Se Marchionne ou Monti tentam despedir-nos, sem indemnizações, nós estamos prontos a reagir. Como disse um realizador italiano, estamos prontos para revolução e não temos medo”, afirma um manifestante.

A quebra acentuada nas vendas da marca tinha levado a FIAT a suspender, há uma semana, o plano de investimentos acordado com o governo em 2010. A empresa afirma que o programa será reatado, “em momento oportuno”.