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Paquistão: ministro apela à Al-Qaida a matar autor de filme anti-islâmico

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Paquistão: ministro apela à Al-Qaida a matar autor de filme anti-islâmico

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O ministro dos caminhos de ferro paquistanês ofereceu uma recompensa de 80 mil euros pela morte do autor do polémico filme norte-americano sobre o profeta Maomé.

Uma proposta rejeitada em bloco pelo governo, mas que revela a tensão no país depois das manifestações violentas de sexta-feira contra o filme “A inocência dos muçulmanos”.

“Peço aos irmãos Talibã e da Al-Qaida para que levem a cabo o dever sagrado de ajudar a localizar e a matar o realizador. Estou pronto a pagar 100 mil dólares a quem conseguir cumprir esta tarefa”, afirmou o ministro Ghulam Ahmad Balor.

O realizador do filme de 13 minutos, “a inocência dos muçulmanos”, de 55 anos, encontra-se atualmente em local desconhecido, depois de ter sido interrogado pela polícia norte-americana.

Nakoula Basseley Nakoula encontra-se em liberdade condicional depois de ter sido condenado, em 2009, por fraude bancária.

O Paquistão registou na sexta-feira os protestos mais violentos, em todo o mundo árabe, contra a difusão do filme na Internet. As 15 vítimas mortais das manifestações foram ontem a enterrar em cidades como Karachi, onde os manifestantes tinham entrado em confrontos com a polícia, depois de terem tentado invadir o bairro diplomático da cidade.