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UE poderá reforçar sanções contra a Bielorrússia

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UE poderá reforçar sanções contra a Bielorrússia

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As eleições parlamentares na Bielorrússia (este domingo) não foram nem livres, nem imparciais; de acordo com o relatório preliminar de mais de 300 observadores internacionais.

Um resultado que não surpreendeu a União Europeia: “Estas eleições são, de certa forma, mais uma oportunidade perdida para a Bielorrússia. Apelamos às autoridades para que implementem normas eleitorais internacionais, que cumpram os seus compromissos internacionais e que voltem a respeitar a democracia e os direitos humanos”, disse a porta-voz da Comisão Europeia, Maja Kocijancic.

Nenhum dos 109 deputados eleitos pertence aos partidos da oposição. A prisão dos opositores políticos é um dos fatores que leva Bruxelas a manter sanções contra o regime.

A União Europeia considera essa resposta a mais adequada e poderá reforçá-la na revisão de Outubro.

“No passado assistimos a algumas melhorias na atuação do governo e as sanções foram levantadas durante alguns anos. Mas infelizmente tiveram de ser reintroduzidas e reforçadas depois da fraude nas eleições presidenciais de dezembro de 2010”, acrescentou a porta-voz.

Face ao isolamento que recebe do Ocidente, a Bielorrússia reforçou os laços com a Rússia. Mas Bruxelas continua a apoiar organizações da sociedade civil para ajudar a uma futura transição de regime.

A correspondente da euronews Natalia Richardson-Vikulina entrevistou Olga Stuzhinskaya, diretora do Gabinete para uma Bielorrússia Democrática, sedeado em Bruxelas.

Sobre a eficácia das sanções da União Europeia que duram há uma década, Olga Stuzhinskaya disse que “os instrumentos utilizados pela União Europeia têm um impacto muito limitado, porque as autoridades da Bielorrússia não têm vontade de guiar o país no sentido do processo de integração europeu. Atualmente, a UE não pode fazer muito e, no curto prazo, a situação deve manter-se tal como está. O lado bielorrusso não quer libertar os presos políticos, pelo que nada vai mudar da parte da UE”.

“No entanto, penso que a União Europeia deve manter contactos com a sociedade civil, que está muito interessada em ver reformas, como mostra o estudo deste ano feito pelo Instituto de Estudos Estratégicos da Bielorrússia. Devem manter-se também inicitivas como o diálogo europeu para a modernização da sociedade bielorrussa”, acrescentou a diretora do Gabinete para uma Bielorrússia Democrática .