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Grécia vive primeira greve geral da era Samaras

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Grécia vive primeira greve geral da era Samaras

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Os ferries pararam; os comboios, na sua maioria, também; o metro esteve paralisado durante horas; os controladores aéreos suspenderam funções durante parte do dia; e os hospitais funcionam com as equipas de emergência. Este é o resumo de uma Atenas em dia de greve geral, a primeira desde que o governo de Antonis Samaras foi eleito. Durante o verão, a contestação grega acalmou. Agora, regressa às ruas.

Um ateniense afirma não ter certezas sobre a possibilidade de uma mudança, mas considera que “é importante passar a mensagem”. Um funcionário público acredita que os protestos “não farão qualquer diferença, porque está tudo já decidido”. Agora, realça, é uma questão de esperar para “chegar ao fim do túnel”.

No início deste mês, a troika voltou a reunir-se com o governo de Samaras. Pouco depois, era anunciado um novo pacote de austeridade que motivou esta mobilização, convocada pelos dois principais sindicatos do país. Despoina Spanou representa um deles, o Adedy, e declara que o executivo pretende avançar com o mais duro conjunto de medidas até agora, “cerca de 12 mil milhões de euros sobre uma sociedade que já foi pilhada”.

Este montante traduz-se em cortes nos salários, nas pensões e nos apoios sociais, para que uma nova tranche do resgate grego seja libertada.