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ONU: Obama volta a avisar Teerão, Qatar quer intervenção militar dos países árabes na Síria

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ONU: Obama volta a avisar Teerão, Qatar quer intervenção militar dos países árabes na Síria

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Irão e Síria foram os temas dominantes do primeiro dia de discursos na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, mas também houve espaço para a presidente do Brasil criticar a política monetária dos países desenvolvidos que, segundo Dilma Rousseff, só agrava a recessão global.

Já Barack Obama apontou baterias para Teerão, avisando que fará tudo o que for necessário para impedir que o regime de Ahmadinejad tenha armas nucleares.

“Da mesma forma que restringe os direitos do seu povo, o governo iraniano contínua a apoiar um ditador em Damasco e grupos terroristas no estrangeiro. Repetidamente, não tem aproveitado as oportunidades de provar que o seu programa nuclear é pacífico e não tem cumprido com as suas obrigações perante as Nações Unidas”, afirmou o presidente norte-americano.

Em relação à Síria, o discurso mais duro foi proferido pelo emir do Qatar que apelou a uma intervenção militar dos países árabes contra o regime de Bashar al-Assad.

“Recorremos a todos os meios disponíveis para retirar a Síria do ciclo de morte, mas foi em vão. O Conselho de Segurança não conseguiu tomar uma posição efetiva. Com este cenário, penso que é melhor que sejam os países árabes a interferir no quadro das suas responsabilidades nacionais, humanitárias, políticas e humanitárias, fazendo o necessário para acabar com o banho de sangue”, declarou o Sheik Hamad bin Kalifa al-Thani.

Num encontro promovido por Bill Clinton, o novo presidente islamita do Egito, Mohamed Mursi, defendeu uma “cooperação genuína” entre culturas para que possam viver lado a lado no mundo.

Hoje, a grande expectativa está no mais do que provável discurso explosivo que Mahmoud Ahmadinejad proferirá perante a Assembleia Geral da ONU.