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Ativos a preço de saldo em Espanha e na Grécia

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Ativos a preço de saldo em Espanha e na Grécia

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Palmeiras, campos de golfe, piscinas e perto do mar… o condomínio de Mar Menor, nos arredores de Torre Pacheco, em Murcia, tem tudo para agradar, mas a crise passou por aqui. Hoje, multiplicam-se os cartazes com casas e apartamentos à venda. Os bancos, depois de terem recuperado as propriedades, tentam vendê-los com descontos até 70%, para limpar rapidamente os balanços.

Paul Williams, gestor do consórcio Polaris, diz: “É uma das soluções para o problema. Colocar estas propriedades nas mãos de alguém. Na maioria dos casos, o problema está nas mãos dos bancos e eles têm os meios para o resolver, concedendo crédito às pessoas”.

Tal como no resto de Espanha, a explosão da bolha imobiliária em Murcia deixou o setor moribundo e uma elevada taxa de desemprego. A tal ponto, que a região foi uma das primeiras a pedir ajuda financeira ao governo espanhol.

Na Grécia, o aluguer de ilhas inabitadas é a estratégia do governo para ajudar a sanar as contas públicas. Os contratos de aluguer podem ir até 50 anos, renováveis. E por uma ilha de 230 hectares, Atenas pede cinco milhões de euros.

O agente imobiliário Nikos Lagos explica: “é uma das 48 ilhas selecionadas. É um pequeno paraíso perto de Atenas e do aeroporto ateniense, a apenas quatro horas de Paris”.

Mas para reduzir a dívida, Atenas avança também com as privatizações, entre elas a OPAP, a empresa que detém o monopólio de apostas no país. O governo helénico vai vender 33% do capital que detém.

No final, a Grécia pretende recuperar, através de privatizações, 19 mil milhões de euros até finais de 2015.