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Mais austeridade para Espanha

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Mais austeridade para Espanha

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O Governo espanhol apresenta hoje aquele que já é chamado o “orçamento de Estado mais austero da democracia”. A expressão já tinha sido usada há menos de um ano pelo próprio primeiro-ministro, mas volta a estar na ordem do dia e promete inflamar ainda mais os ânimos dos espanhóis.

Entre as medidas, que visam poupar 39 mil milhões de euros, está o congelamento dos salários dos funcionários públicos pelo terceiro ano consecutivo e a limitação das reformas antecipadas.

Face aos protestos, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, defendeu, ontem, em Nova Iorque, que há “uma imensa maioria dos 47 milhões de espanhóis que está a trabalhar e a dar o melhor de si para atingir o mais rapidamente possível o grande objetivo nacional que é a saída da crise económica”.

Uma resposta à multidão que invadiu as ruas de Madrid para mostrar que não cala, nem consente, mais sacrifícios. No mesmo dia, em entrevista, Rajoy admitiu, pela primeira vez, poder pedir ajuda aos fundos de resgate europeus.

O novo pacote de austeridade ameaça afetar ainda mais a cultura. Depois da subida do IVA, de 8 para 21 por cento, o Governo prepara um corte orçamental de 30 por cento nas artes. Entre as vítimas, o mundo do cinema, os museus do Prado e da Rainha Sofia.