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ONU dividida sobre intervenção militar no Mali

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ONU dividida sobre intervenção militar no Mali

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O grito de socorro do Mali na Assembleia Geral das Nações Unidas caiu em saco roto, pelo menos por enquanto. Os membros da ONU não responderem em uníssono sobre uma intervenção militar para afastar os islamitas radicais do norte do país.

O primeiro-ministro de transição do Mali, Cheick Modibo Diarra, disse que “o Governo quer a presença imediata de uma força para apoiar as forças de defesa e de segurança no país e cumprir as missões soberanas de reconquista e preservação da integridade territorial e a proteção das pessoas e dos seus bens.”

Para afastar os fundamentalistas que controlam o norte do Mali, Bamako quer a luz verde da ONU para uma intervenção militar da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

A França é a favor da definição de uma força nas próximas semanas, apesar da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico ter ameaçado matar reféns franceses em caso de intervenção militar. Os Estados Unidos são mais prudentes e exigem eleições primeiro.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alerta para as “graves consequências humanitárias” de uma intervenção militar numa região onde mais de 400 mil pessoas foram obrigadas a fugir de suas casas.

Aproveitando o vazio no poder deixado pelo golpe da junta militar, a 22 de março, os separatistas tuaregues tinham reclamado a independência do norte do Mali. No entanto, acabaram por ser afastados pelos grupos islamitas, sobretudo Ansar Dine (ligado à al-Qaeda), que têm reinado pela imposição do medo: destruição de mausoléus e mesquitas na cidade de Tombuctu e castigos em praça pública para quem não respeita a lei islâmica.