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Os orçamentos de Fran4a e Espanha

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Os orçamentos de Fran4a e Espanha

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Os governos espanhol e francês, apresentaram os projetos anuais de Orçamento com poucas horas de diferença.

E que soluções propõem o conservador Mariano Rajoy e a equipa socialista de Hollande através de Jean-Marc Ayrault? Que defendem para enfrentar a crise, e que iniciativas escolheram a nível económico, político e social?

A Espanha quer poupar 39 mil milhões de euros para cumprir o compromisso de reduzir o déficit até 4,5 % do Produto interno bruto (PIB), depois dos 6,3 % previstos para este ano.

No entanto, alguns indicadores macroeconómicos são demolidores e contradizem estes prognósticos.

A Espanha continua em recessão. Vai terminar o ano com uma contração de 1,5 % para cair meio ponto percentual no ano próximo, se as previsões do governo se cumprirem.

A taxa de desemprego é a mais elevada da União Europeia, e mantem-se acima de 24 %, segundo a última sondagem da população ativa (EPA).

Para cumprir os objetivos, o governo espanhol vai pôr em marcha um pacote de 43 medidas, noemadamente a criação de uma autoridade independente para o controlo orçamental.

Também vai cortar quase 9 por cento da despesa dos ministérios e congelar, pelo terceiro ano consecutivo os salários dos servidores públicos todo para um ajuste de 13 milhõs de euros.

O conselho de ministros evita o termo austeridade, no entanto, os analistas estão céticos.

A França, apesar de não propôr reformas estruturais precisa recolher 37 mil milhões de euros para o tesouro público.

O objetivo é reduzir o déficit de 4,5 para os 3 %, fixos nos tratados europeus.

Os prognósticos oficiais de crescimento são positivos: mais de 0,8 % para 2013, enquanto que este ano, foi de apenas 0,3%. Mesmo assim, há muitos economistas persuadidos de que a dívida pública é demasiado grande para um crescimento tão frágil:89,9 % do PIB este ano, 91,3 % para o próximo.

A palavra austeridade desapareceu do vocabulário oficial francês, mas os analistas também aqui mostram reticências.

O aumento de impostos para empresas e particulares prevê uma receita suplementar de 20 mil milhões de euros, mas a redução da despesa pública será de 10 mil milhões de euros.

Há unanimidade apenas em relação a um dado: o orçamento de 2013 marca uma reviravolta nos dois países devido à crise.