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Rússia apresenta cidades-sede para o Mundial de 2018

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Rússia apresenta cidades-sede para o Mundial de 2018

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Foi através de um festivo programa de televisão que a Rússia anunciou, sábado à noite, as 11 cidades que vão receber o Mundial de 2018. Haviam treze cidades candidatas a receber os jogos do Mundial, mas duas acabaram por ficar de fora: Iaroslavl e Krasnodar.

O brasileiro Roberto Carlos, atual diretor desportivo do clube russo Anzhi, abriu em palco três dos envelopes de onde saíram as 11 cidades escolhidas. O presidente russo Vladimir Putin participou no programa através de uma mensagem previamente gravada em vídeo e o italiano Fabio Capello, atual selecionador da Rússia, também esteve presente no estúdio.

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, que no decorrer do programa de televisão chegou a dançar diante das câmaras e até disse “boa noite” em russo, fez questão de deixar uma palavra para as cidades eliminadas, comparando a eleição como um jogo de futebol onde nem todos podem ficar satisfeitos.

“O anúncio das cidades e a reação a seguir foi como se cada uma delas tivesse ganho a organização dos Jogos Olímpicos ou o maior presente de todo o planeta. Mas isto é futebol. Nem toda a gente pode ficar feliz. Há uma lista e um número. Neste caso até estamos a falar de futebol e tivemos de escolher onze jogadores, onze cidades”, explicou Blatter, numa conferência de imprensa realizada este domingo, horas depois do programa de televisão.

Ao todo vão ser onze as cidades-sede do Mundial de 2018: Moscovo, São Petersburgo, Kalininegrado, Nijni Novgorod, Kazan, Samâra, Volgogrado, Rostov no Don, Sotchi, Saransk e Iekaterimburgo. Cada uma delas, terá um estádio remodelado ou construído de raiz a servir o Mundial.

Apenas a capital Moscovo terá dois estádios envolvidos na prova. Um deles é o Luzhniki, que irá, tudo indica, ser o palco da final do primeiro Mundial de futebol a realizar-se na Europa de Leste.

A escolha da Rússia para organizar o Mundial de 2018 foi conhecida em 2010. Daí para cá, já dobrou o orçamento estimado para a preparação do país para a prova e a organização da mesma. Os custos previstos, por esta altura, atingem os 15 mil milhões de euros, a distribuir entre remodelações e construções de raiz dos estádios e o melhoramento das vias de transporte, com a edificação de novas estradas e caminhos-de-ferro, para além de mais e melhores hotéis nas regiões que vão receber os jogos.