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África do Sul: revolta dos mineiros estende-se a setor do ferro e transportes

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África do Sul: revolta dos mineiros estende-se a setor do ferro e transportes

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As greves e manifestações ilegais dos mineiros sul africanos estendem-se, nos últimos dias, do setor da platina e do ouro às minas de ferro.

Centenas de trabalhadores da empresa AngloGold Ashanti voltaram a protestar esta quarta-feira, no noroeste do país, num momento em que a instalação se encontra parada desde finais de setembro.

Cerca de 15% dos mineiros do país encontram-se atualmente em greve.

“Não temos dinheiro para pagar a universidade ou mesmo o liceu dos nossos filhos com o nosso salário atual, uns miseráveis 367 euros por mês, é quase uma piada”, afirma uma manifestante.

Os protestos levaram hoje à paralização de cerca de 300 trabalhadores numa mina de ferro de Joanesburgo.

Depois de terem rejeitado os aumentos propostos pelas empresas, e face à continuação das greves, cerca de 5000 mineiros da empresa Gold Fields foram ontem expulsos dos seus dormitórios nos arredores de Joanesburgo.

“Esta mina tem uma polícia própria que disparou sobre os trabalhadores e que agora expulsou-nos por estarmos a lutar pelos nossos direitos”, afirma um trabalhador.

O protesto aumenta de tom face à inflexibilidade do governo e das empresas em aceitar as reivindicações de aumentos salariais.

Os motoristas de pesos pesados cumprem uma segunda semana de greve que ameaça criar uma penúria de combustíveis no país.

A revolta dos trabalhadores coincide com o adiamento, esta quarta-feira, de uma audição da polícia científica, no inquérito à morte de 34 grevistas da mina de platina de Lonmin, no passado dia 16 de agosto.