Última hora

Última hora

Geórgia: o "braço de ferro" entre Ivanishvilli e Saakashvilli

Em leitura:

Geórgia: o "braço de ferro" entre Ivanishvilli e Saakashvilli

Tamanho do texto Aa Aa

A Geórgia prepara-se para uma coabitação política difícil, a primeira da era democrática no país.

As legislativas de domingo assinalam o fim do poder maioritário dos ex-revolucionários de 2003, ao darem à vitória à oposição, que não hesitou já em pedir a demissão do presidente Mikhail Saakashvilli, que deverá abandonar o poder no próximo ano.

Segundo um analista, “é possível que voltemos a assistir a distúrbios ou protestos de rua se os dois campos não conseguirem chegar a consensos durante o próximo ano. Já vimos a forma como Ivanishvilli apelou à demissão de Saakashvilli e como o chefe de estado mostrou que não está disposto a saír de cena. Por isso estamos já numa situação de instabilidade se os dois não chegarem a um entendimento”.

Ivanishvilli garantiu que vai prosseguir a política do anterior governo no que toca às boas relações com a NATO e a União Europeia, mas que pretende reatar os laços com a Rússia, abalados pelo conflito de 2008.

Nas ruas os habitantes mostram-se tranquilos, “o presidente não tinha outra escolha do que aceitar o resultado das eleições, pois decerto que tentaria fazer o máximo para permanecer no poder”.

“Penso que têm que existir duas grandes forças políticas na Geórgia, não apenas aquela que governa o país, de forma a haver mais controlo sobre quem exerce o poder e isto será positivo para o país”.

Mas para lá da questão da coabitação política resta ainda a da capacidade de Ivanishvilli a manter a unidade dentro da sua coligação de seis partidos.

O futuro primeiro-ministro afirmou já que espera uma cisão nas bancada parlamentar, mas mantendo uma linha comum sob a mesma prioridade: melhorar a situação económica do país.