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Ucrânia quer proibir "promoção da homossexualidade"

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Ucrânia quer proibir "promoção da homossexualidade"

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A homofobia na Ucrânia poderá ter, em breve, uma justificação legal. O parlamento adotou esta terça-feira, em primeira leitura, uma proposta de lei que proíbe a promoção da homossexualidade, considerando-a como uma “ameaça à segurança nacional e à instituição da família”.

A proposta de lei prevê penas de até cinco anos de prisão para todos aqueles condenados por, “importar, produzir ou difundir obras que promovam a homossexualidade”.

Para a autora da proposta, Lilia Hryhorovych,

“Quando nos referimos a propaganda estamos a falar das marchas gay, por exemplo, de folhetos distribuídos à entrada de uma escola que dizem: ‘assume-te’, com uma fotografia de dois rapazes a beijarem-se. Distribuídos a crianças de 8 a 10 anos… Também poderemos incluir na lista certos programas e séries de televisão”.

As principais associações gays e lésbicas ucranianas denunciam a proposta que, a três semanas das legislativas é vista como uma manobra para captar eleitores. Segundo algumas sondagens, 78% dos ucranianos teriam uma “visão negativa da homossexualidade”.

A ativista Olena Shevchenko teme pelas consequências desta lei, “o que vai acontecer às crianças criadas por pais ou mães homossexuais se esta lei pretende protegê-las de uma alegada propaganda?”.

A proposta de lei tem ainda de ser aprovada em segunda leitura pelo parlamento antes de ser promulgada pelo presidente Viktor Yanukovitch. E se a repressão da homossexualidade é vista como um trunfo eleitoral, o carácter discriminatório da nova legislação arrisca-se a inflamar as relações da Ucrânia com a União Europeia.