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A sombra da corrupção na Grécia

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A sombra da corrupção na Grécia

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Onde está a lista com os nomes de 2000 cidadãos gregos com contas na Suíça? O Parlamento grego abriu um inquérito. Quer ouvir os antigos e atuais dirigentes da Unidade de luta contra o crime fiscal sobre a suposta incompetência ou alegada “perda” da lista, que foi entregue a Atenas há mais de dois anos.

Na Grécia, a evasão fiscal, a fraude e a corrupção atingem níveis alarmantes. O presidente de Transparency Internacional na Grécia, Kostantinos Bakouris, afirma que “chegaram a um nível insuportável para a sociedade civil. Isso reflete-se em muitas áreas. O chamada pequena corrupção, os “fakelaki”, pequenos envelopes, não diminui”.

Estima-se que a evasão fiscal custe aos cofres do governo mais de 23 mil milhões de euros por ano.

O tema ganhou relevância, com o anúncio de mais medidas de austeridade e novas revelações mediáticas sobre a investigação a dezenas de políticos, incluindo atuais ministros.

A “troika” pressionou o governo a combater a fraude e evasão fiscal, melhorando, por exemplo, o sistema tributário. Para a eurodeputada Marieta Giannakou “é a base para avançar, porque se continuarem nesta situação não há solução”.

A evasão fiscal, a corrupção e a fraude são algumas das razões evocadas para explicar em parte a grave situação económica da Grécia.

A economia está em recessão há vários anos, o governo multiplica as medidas de austeridade mas os velhos hábitos estão longe de ter desaparecido.