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Marrocos: "Barco do aborto" impedido de atracar no porto de Smir

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Marrocos: "Barco do aborto" impedido de atracar no porto de Smir

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A pedido do Ministério da Saúde marroquino o “barco do aborto”, pertencente a uma organização não-governamental holandesa, foi impedido de atracar no porto de Smir.

O Movimento Coletivo para as Liberdades Individuais, uma associação marroquina que está na origem da iniciativa de trazer aquela unidade ao país já reagiu à ação das autoridades.

“É necessário que se saiba que são feitos diariamente em Marrocos entre 600 e 800 abortos, um número enorme. A sociedade marroquina desconhece estes números alarmantes. As consequências do aborto clandestino são dramáticas. Há sequelas físicas que podem ser graves, que vão da mutilação à morte. Queremos a legalização do aborto”, afirmou uma responsável.

A organização “Women on waves” propõe-se realizar abortos durante uma semana no navio ao largo de Marrocos, uma prática clínica ilegal mas comum no reino.
É a primeira vez que aquela ONG pretende realizar esse tipo de ação num país muçulmano, dirigido por um governo de maioria islamita.