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A crise europeia vista pelos norte-americanos

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A crise europeia vista pelos norte-americanos

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Como é que os norte-americanos vêm a crise na Europa?

A crise prolonga-se há três anos e, devido aos laços financeiros e económicos, os efeitos fazem-se sentir nos Estados Unidos.

A Europa é o principal parceiro comercial de Washington e, segundo o FMI, se a crise da dívida se gravar, a economia norte-americana será arrastada para uma recessão.

Com o aproximar das presidenciais, a euronews falou com Michael Haltzel, perito em assuntos europeus em Washington: “Acho que seria um erro terrível se as pessoas na Europa acreditassem que de alguma forma os americanos estão a tornar-se arrogantes. Não estão. Não conheço ninguém que pense que uma Europa forte é mau para os Estados Unidos. Temos interesse em que a zona euro sobreviva e prospere”.

Nos últimos dois anos, a administração Obama pediu, de forma repetida, mais ação aos líderes europeus.

Agora, o tema da crise na Europa quase desapareceu dos discursos e da campanha. Michael Haltzel explica: “O governador Romney e o presidente Obama sabem, ambos, que os Estados Unidos têm, na realidade, pouca influência sobre a zona euro. Por isso, se não há influência, porquê falar? Se alguém pudesse dizer aos dirigentes europeus o que deveriam fazer, exatamente, para
calibrar estímulos e conseguir um equilíbrio orçamental, bem, estaria a caminho de Estocolmo para receber o prémio Nobel da Economia. Ninguém sabe a resposta”.