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Fábrica de ferro italiana suspeita de contaminações mortais

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Fábrica de ferro italiana suspeita de contaminações mortais

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As autoridades italianas deram um prazo de cinco dias à maior fábrica de ferro da Europa para encerrar parte das suas instalações em Taranto, no sul de Itália.

A ordem já foi emitida em julho, altura em que a ILVA foi incitada a fechar vários dos seus fornos, devido à alegada associação entre os níveis de toxicidade registados nesta zona e casos de cancro e doenças respiratórias.

Segundo o ministro do Ambiente, Corrado Clini, em breve serão anunciadas as disposições ambientais que a fábrica terá de cumprir para manter, pelo menos, parte da atividade.

Estão em causa mais de 12 mil postos de trabalho diretos e cerca de 8 mil indiretos, sendo que um terço do ferro produzido em Itália provém daqui.

Para a representante sindical Susanna Camusso, “não faz sentido encarar o problema só na perspetiva sanitária, ou na laboral, nem impôr ultimatos; o que é preciso é haver uma regulação traduzida num plano de investimentos e um prazo para o implementar.”

Em agosto, milhares de trabalhadores da ILVA manifestaram-se contra o encerramento parcial da fábrica. Oito diretores e antigos responsáveis foram colocados em prisão domiciliária.