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Politkovskaya: defensores da imprensa livre perpetuam memória de jornalista

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Politkovskaya: defensores da imprensa livre perpetuam memória de jornalista

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Alguns companheiros de trabalho, familiares e amigos da jornalista Anna Politkovskaya, juntaram-se no sexto aniversário da morte para exigir a verdade sobre o caso, em Moscovo.

A jornalista ficou célebre pela cobertura que fazia do conflito na Tchechénia e pela defesa dos direitos humanos. Denunciou assassinatos, torturas e espancamentos de civis por parte das forças russas. Era persona non grata no regime de Putin e, já anteriormente, a tinham tentado envenenar.

Em Paris, no âmbito de uma ação da Amnistia internacional pela liberdade na rússia, a filha, Vera, também jornalista, explicou à euronews o que a move:

“Não acho que se esteja a fazer o suficiente para favorecer o inquérito, os investigadores fazem o que podem”

Os Media da oposição falam do caso, mas a imprensa estatal não o faz, e para que a oposição fale faz falta um pretexto, que é dado apenas quando a investigação avança.

No dia 7 de outubro de 2006, a jornalista do jornal da oposição Novaïa Gazeta foi abatida a tiro no vão da escada do prédio em que residia, em Moscovo.

Seis anos depois, foram detidas cinco pessoas, noemadamente um polícia e duas foram libertadas. Uma deceção, pois a investigação nunca chegou aos instigadores do assassínio. A filha considera que o combate pela imprensa livre continua a fazer todo o sentido na Rússia.

Vera:
“A minha mãe dedicou sua vida ao jornalismo, o único que lhe interessava era que seus leitores conhecessem a verdade, para mim é um exemplo e um modelo. Para fazê-lo há que saber como e ter a capacidade real…mas sobretudo há que ser muito valente para trabalhar assim, dizendo a verdade”

Anna foi galardoada pela União de Jornalistas da Rússia e Amnistia Internacional, em 2001, e pela International Women’s Media Foundation, em 2002. Em 2003, ganhou o Prémio do Pen Club International, o Lettre Ulysses e o Prémio da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. Em 2004, ganhou o prémio Olof Palme.