Última hora

Última hora

Cameron aponta culpas à Europa e apela a "medidas duras" contra a crise

Em leitura:

Cameron aponta culpas à Europa e apela a "medidas duras" contra a crise

Tamanho do texto Aa Aa

David Cameron esgota o argumentário em tempo de crise e face às previsões negativas do FMI para a economia britânica.

No discurso, durante o congresso do partido conservador, o primeiro-ministro voltou a adotar uma posição crítica face à União Europeia e à zona euro para tentar justificar a ineficácia do governo em relançar a economia do país e reduzir o défice orçamental.

“Se não agirmos, se não tomarmos decisões dolorosas, se não mostrarmos determinação e imaginação, a Grã-bretanha poderá não voltar a ser no futuro aquilo que foi no passado. A verdade é que estamos numa corrida global, num momento decisivo para nadar ou afundarmo-nos, para agir ou enfrentar o declínio”.

Um discurso de “tempos difíceis”, antes de mais para a popularidade dos conservadores – superados pelos trabalhistas nas sondagens – e para a credibilidade do próprio Cameron, “eclipsado” pelo carisma crescente do presidente da câmara de Londres, Boris Johnson.

Para tentar voltar a unir o partido, Cameron não hesita em apelar ao euroceticismo de uma parte do partido, depois de ter ameaçado vetar o próximo orçamento europeu, ou depois de apoiar a convocação de referendos aos próximos tratados da UE.

Defendendo os cortes anunciados na segurança social e um maior investimento na educação estatal “independente”, Cameron não hesitou em afirmar que o Reino Unido não pode terminar como algumas economias da zona euro, “com sistemas de providência social obesos e escleróticos” e “serviços públicos sem reformas”.