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FMI: Fuga de capitais agrava crise na zona euro

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FMI: Fuga de capitais agrava crise na zona euro

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A fuga de capitais agrava a instabilidade financeira da zona euro e o equilíbrio da moeda única. O alerta foi deixado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

No relatório de Estabilidade Financeira, a instituição evoca a crescente fragmentação da zona euro, com a fuga de capitais dos países periféricos para os do centro, que põe também em causa os balanços da banca europeia.

O FMI estima que ativos de 58 bancos europeus continuem a encolher até finais do próximo ano. Os balanços poderão cair entre 2,2 biliões de euros, no melhor dos cenários, e, no pior, 3,5 biliões. Uma situação que ameaça a concessão de crédito, o crescimento e o combate ao desemprego.

José Viñals, diretor do departamento de mercados monetários do FMI, defende: “É necessária vigilância e medidas que permitam prevenir as vulnerabilidades financeiras, para evitar problemas futuros”.

O relatório evoca como razão a perda de confiança nos políticas e na capacidade em resolverem a crise da dívida.

No caso de Espanha, entre junho de 2011 e junho 2012, a fuga de capitais atingiu quase 300 mil milhões de euros, ou seja, 27% do PIB. Já de Itália fugiram 235 mil milhões de euros, 15% do PIB, para as praças financeiras do norte.