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Fracassa a fusão EADS-BAE Systems

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Fracassa a fusão EADS-BAE Systems

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A fusão EADS-BAE Systems não vai descolar. As duas empresas abandonaram o negócio de 35 mil milhões de euros, depois dos governos francês, britânico e alemão não terem conseguido conciliar os respectivos interesses.

Algumas fontes atribuem a culpa à Alemanha e a Angela Merkel, apesar da França e Reino Unido terem cedido às principais exigências germânicas. Mas Berlim recusa assumir sozinha a responsabilidade do fracasso e evoca as reservas expressas por outros acionistas.

A Alemanha, através da Daimler, e a França, entre o governo e grupo Lagardère, são os maiores acionistas do consórcio aeronáutico europeu. Detêm ambos 22,27% do capital. O restante está nas mãos de outros investidores e de Espanha (5,37%).

A participação no capital e a sede da novo grupo foram alguns dos temas difícieis nas negociações.

A fusão iria criar um gigante europeu no setor aeronáutico e de defesa, mas os acionistas não estavam convencidos do interesse de uma tal união, por exemplo, ao nível do mercado americano face ao rival Boeing. Além disso na Alemanha a questão da defesa é tema sensível.

As duas empresas garantem agora que se vão concentrar nas respetivas estratégias.