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Granadas de obus explodem na Turquia, que ameaça a Síria

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Granadas de obus explodem na Turquia, que ameaça a Síria

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A Turquia ameaça a Síria com uma resposta mais contundente se o vizinho em guerra continuar a disparar obuses em território turco.
O hefe do Estado Maior turco, o General Necdet Özel, repetiu-o na visita à cidade fronteiriça turca de Akçakale.

Depois de reunir com as famílias dos cinco civis abatidos por disparos sírios, no dia 3 de outubro, o chefe do Estado Maior turco prosseguiu a ronda de inspeção ao destacamento das tropas na fronteira com a Síria.

A artilharia turca responde sistematicamente aos disparos de obuses procedentes da Síria, dirigidos contra os rebeldes, mas que, em seis ocasiões, explodiram em Hatay, no sudeste turco, desde as 5 mortes em Akçakale.

Foi o incidente mais grave entre a Turquia e a Síria, desde que a defesa antiaérea síria abateu um caça turco no passado mês de junho.

Imediatamente a seguir, o governo turco obteve o mandato do parlamento para levar a cabo, em caso de necessidade, operações militares na Síria.

Sem chegar a considerar o mandato como memorando de guerra, o presidente turco Abdullah Gul está preocupado:

“O pior cenário, o que todos tememos, está a verificar-se atualmente na Síria. A população síria está a sofrer enormemente e de vez em quando, também nós somos afetados. Os nossos civis também estão a morrer.”

Outra consequência da escalada de guerra é o compromisso potencial da NATO se a Turquia solicitar a aplicação do artigo 5° do Tratado, que considera que um ataque contra um dos membros é como um ataque contra todos.

Anders Fogh Rasmussen, Secretário Geral da NATO:

“Demos os passos necessários para assegurar-nos de que todos os planos para proteger e defender a Turquia estão ativados, mas devem aceitar que não entro em detalhes sobre nada disto.me-á perfeitamente se não entro em detalhes sobre esses planos”

A Turquia, membro da NATO desde 1952, foi aliada da Síria, mas desde a repressão violenta da oposição, que derivou em guerra civil, Ancara tem virou as costas a Bachar al Assad.