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Maior escândalo de doping do desporto desaba sobre Armstrong, o texano não quer saber

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Maior escândalo de doping do desporto desaba sobre Armstrong, o texano não quer saber

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Está tudo nas mãos da União Internacional de Ciclismo. A UCI anunciou que vai estudar o relatório de mil paginas enviado pela Agência Antidopagem Norte-americana que acusa Lance Armstrong de ser a ponta de um iceberg do caso de dopagem mais “sofisticado” do desporto. A USADA afirma ter provas “esmagadoras” contra o texano, erradicou Armstrong do ciclismo profissional e exigiu a restituição dos sete títulos do Tour de França, mas a decisão cabe à UCI.

Onze antigos companheiros de Armstrong na US Postal confessaram as técnicas da equipa norte-americana. Floyd Landis (US Postal entre 2002 e 2004) disse ter presenciado várias vezes Armstrong enquanto este “recebia transfusões de sangue e administrava pequenas doses de EPO.”

Outro antigo colega da US Postal, George Hincapie, relatou que “Armstrong fez uso testosterona” durante todos os anos que correram na mesma equipa.

A USADA suspendeu seis antigos dos companheiros de Armstrong – que admitiram o uso de doping – por seis meses, mas Hincapie e Michael Barry anunciaram o fim de carreira no ciclismo profissional. O médico italiano, Michele Ferrari, e o espanhol, Garcia del Moral, também foram desqualificados pelo envolvimento no esquema da US Postal.

Enquanto isso, Armstrong contínua a mostrar-se despreocupado com as graves acusações da USADA e confiante na sua inocência. “O que vou fazer hoje à noite? Passar o tempo com a minha família, sem que nada me afete” escreveu o norte-americano no Twitter na noite desta terça-feira.

A Nike, empresa que patrocina a fundação de Armstrong, já manifestou o seu total apoio ao ciclista norte-americano.