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Egito: Mais de 100 feridos em confrontos entre manifestantes no Cairo

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Egito: Mais de 100 feridos em confrontos entre manifestantes no Cairo

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Entre 100 e 200 pessoas – dependendo das fontes, respetivamente, oficiais ou hospitalares – ficaram feridas, no Egito, consequência dos confrontos entre apoiantes e opositores de Mohamed Morsi.

Os confrontos, que começaram na tarde de sexta-feira, continuaram durante o início da noite, na praça Tahrir, no Cairo, onde duas manifestações tinham sido organizadas.

Os opositores do presidente tinham convocado uma manifestação para exigir contas pelos 100 dias de mandato. A Irmandade Muçulmana, movimento do partido de Morsi, apelara a uma manifestação contra a justiça egípcia, que ilibou figuras do antigo regime, acusadas da morte de manifestantes durante a primavera árabe do Egito.

“Deveria haver uma limpeza do sistema judicial, logo a seguir ao despedimento do procurador-geral, para assim honrarmos o sangue dos mártires derramado pela revolução”, explica um manifestante, secundado por outro: “Temos de ser pacientes com o presidente. Fora isso, tudo o que queremos é justiça para os revolucionários. As pessoas que morreram, precisam de ter algum reconhecimento. Temos de limpar o sistema judiciário.”

Tudo começou quando os apoiantes da Irmandade Muçulmana destruíram o palanque de um grupo que manifestava contra Morsi.

Tanto fontes médicas como oficiais, garantem que a maioria dos feridos sofre de traumatismos causados pelo impacto de pedras, atiradas pelas duas fações.