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Líderes europeus estão "orgulhosos" com o Nobel da Paz

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Líderes europeus estão "orgulhosos" com o Nobel da Paz

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Numa altura em que a União Europeia surge algo dividida e em parece ter dúvidas sobre o seu papel e o seu futuro, a atribuição do Nobel da Paz vem dar-lhe um novo fôlego.

Os líderes europeus referem o presente, recordam o passado e perspetivam o futuro. “Temos orgulho no facto de a União Europeia ser o maior contribuinte de ajuda humanitária e ao desenvolvimento, e também por estarmos na linha da frente da proteção do planeta e da luta contra as mudanças climáticas e na promoção dos serviços públicos. A recompensa atribuída pelo comité do Prémio Nobel mostra que, mesmo nestes tempos difíceis, a União Europeia continua a ser uma fonte de inspiração para países e povos, um pouco por todo o mundo, e que a comunidade internacional precisa de uma União Europeia forte”, congratulou-se o presidente da Comissão Europeia.

Se Durão Darroso se concentra no presente, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, por seu lado, tira o chapéu aos pais fundadores da Europa e aos cidadãos que souberam acompanhar o movimento: “Isto é o reconhecimento do trabalho dos nossos predecessores e de todos os cidadãos, ao longo das últimas seis décadas. E é nossa responsabilidade, dos chefes de governo e dos outros líderes europeus, prosseguir este trabalho para que as gerações futuras possam continuar a usufruir dos benefícios da União Europeia.”

Por último, Martin Schulz, líder do Parlamento Europeu, única instituição europeia eleita por sufrágio universal, refere o importante papel da eurocâmara: “Para mim, trata-se de um apelo a todos nós para que continuemos a criar a Europa e não a destruamos. Acredito que o comité do Prémio Nobel reconhece que é o Parlamento Europeu que, com base nos nossos valores, garante a coesão da Europa. E acredito que isso tenha desempenhado um papel importante na decisão.”

Aos atuais 27 Estados membros da União Europeia deverá juntar-se, no próximo ano, a Croácia. O comité Nobel manifestou ainda a esperança de que o início das negociações com o Montenegro e a oficialização da candidatura da Sérvia venham “fortalecer o processo de reconciliação nos Balcãs”.