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Reações opostas entre cidadãos europeus a Nobel da Paz à UE

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Reações opostas entre cidadãos europeus a Nobel da Paz à UE

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Surpresa e, como seria de esperar, uns a favor e outros contra. Entre os cidadãos comuns da União Europeia, a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao bloco comunitário suscitou todo o tipo de reações.

Na capital alemã, unificada com a queda do muro de Berlim, um residente lembra que “não houve, desde 1945, mais nenhuma grande guerra na Europa” e diz que “isso deve-se também à União Europeia”.

Outro alemão defende, por seu lado, que os Vinte e Sete “não fizeram grande esforço para alcançar a Paz. Há outros que mereciam mais [o prémio]”.

Nas ruas de Paris, as opiniões também não são consensuais. Se uns percebem as razões da escolha, outros preferiam que o galardão fosse concedido a uma personalidade.

Um residente da capital francesa afirma que “no passado, quando as pessoas afastaram a ideia de uma União isso abriu a via ao nacionalismo e a partidos extremistas, o que levou à guerra. Por isso, este Prémio Nobel atribuído a uma União que mantém a Paz há 65 anos neste belo continente, é algo maravilhoso”.

Outro parisiense diz que “é algo simbólico, mais apropriado para uma pessoa do que uma entidade, independentemente das suas ações pela Paz”.

Em Espanha, um dos países mais afetados pela crise económica que se alastra pela Zona Euro, a decisão do Comité Nobel é recebida com grande ceticismo.

Em Madrid, um homem diz que a União Europeia “não merece [o prémio] porque não fez nada, por exemplo, no caso da Síria”.

Outro diz que este galardão não lhe vai “pôr comida na mesa”.

O cenário é o mesmo nas ruas de Atenas. Na Grécia, as reações ao prémio são sobretudo de indignação.

Um residente da capital grega pergunta “qual é a unidade” a que faz referência o prémio, face às “desigualdades que existem nos países da União Europeia”.

Uma professora de inglês diz que se a União Europeia “tivesse ajudado à estabilidade, não estaríamos na confusão atual”.

Face aos duros efeitos da multiplicação de curas de austeridade impostas à Grécia, a popularidade do bloco comunitário está ao mais baixo nível de sempre.