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Primeiro-ministro turco acusa ONU de inércia a respeito da Síria

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Primeiro-ministro turco acusa ONU de inércia a respeito da Síria

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Com a tensão ao rubro na fronteira entre a Turquia e a Síria, Ancara condenou a inércia das Nações Unidas.

O primeiro-ministro turco quer uma reforma do Conselho de Segurança da ONU para acabar com os bloqueios às resoluções sobre a crise através do direito de veto da Rússia e da China.

Numa conferência de imprensa em Istambul, Recep Tayyip Erdogan afirmou que “é triste que as Nações Unidas sejam tão impotentes hoje como há 20 anos, quando assistiram ao massacre de centenas de milhares de pessoas nos Balcãs, na Bósnia e em Srebrenica”.

Numa referência implícita a Moscovo e Pequim, o primeiro-ministro turco defendeu que “se é preciso esperar pelo que dizem um ou dois membros permanentes [do Conselho de Segurança], então o destino da Síria está verdadeiramente em perigo”. Erdogan afirmou ainda que “não se pode dizer que a estrutura da ONU está assente na Justiça. Existem cinco membros permanentes e 10 temporários. Qual é o significado destes 10 membros? Quando um dos cinco membros permanentes vota ‘não’, está tudo acabado”.

As tensões aumentaram exponencialmente, depois da Turquia ter intercetado um voo entre Moscovo e Damasco, acusando o Kremlin de enviar material militar para as forças de Bashar al-Assad.