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Art Spiegelman mostra em Colónia porque é um mestre da banda desenhada


Cultura

Art Spiegelman mostra em Colónia porque é um mestre da banda desenhada

O nome de Art Spiegelman ficou definitivamente firmado com o livro de banda desenhada “Maus”, de 1991, obra maior do género, parcialmente biográfica, representando, num jogo do gato e do rato, o percurso dos seus pais desde os campos de concentração de Auschwitz e Dachau.

Os treze anos que demorou para concluir “Maus” foram recompensados com um Prémio Pulitzer e com um reconhecimento mundial que tem eco, por estes dias, no Museu Ludwig, em Colónia, na Alemanha, onde está patente uma exposição dedicada ao autor e ilustrador.

Spiegelman nasceu em Estocolmo, mas muito cedo os pais o levaram para os Estados Unidos. Hoje, com 64 anos, vê o futuro da sua arte assim: “o mundo digital vai substituir o papel, mas os livros vão continuar a existir. E, enquanto existirem, eu prefiro trabalhar dessa forma, embora eventualmente tenha de ceder e dizer: ‘ok, façam o “Maus” em e-book’. Mas não estou propriamente ansioso por isso. Se for, que seja o último livro a ser digitalizado. Gosto do lado físico dos livros, da concentração que exigem.”

Para além de “Maus”, a exposição compreende mais de 300 trabalhos de Spiegelman, entre esboços, desenhos, ilustrações e capas que fez para a New Yorker.

Em 2011, a sua carreira foi distinguida com o prestigiado Grande Prémio de Angoulême, a cidade francesa conhecida pelo Festival Internacional de Banda Desenhada. Foi esse reconhecimento, habitualmente atribuído a autores francófonos, que motivou aquela que é a primeira grande retrospetiva da sua obra, patente até ao início do mês de janeiro.

Mais informações em:

http://www.welt.de/kultur/literarischewelt/article109383050/Der-Mann-der-Hitler-in-eine-Katze-verwandelte.html

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