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Bélgica mergulha de novo na discussão sobre separatismo

Os independentistas da Flandres venceram as eleições locais nesta região, a mais rica da Bélgica e onde se fala neerlandês. Ao fim de 80 anos, a principal cidade, Antuérpia, passa das mãos dos socialistas para as do líder do NVA, Bart de Wever, que quer mudar o sistema de governação do país.

“Queremos dar ao povo flamengo o governo que ambiciona em todos os domínios. Por isso, peço ao primeiro-ministro Elio Di Rupo e aos políticos francófonos que assumam as suas responsabilidades e se juntem a nós na reforma para criar uma confederação”, disse Bart de Wever no discurso de vitória.

Uma proposta para aumentar o grau de soberania, mas o chefe da coligação que governa a Bélgica há cerca de um ano diz que não faz sentido misturar as duas esferas de poder.

“Reconheço a vitória do NVA nas câmaras que conquistou e que vai agora gerir. Mas não se pode fazer uma relação entre as eleições locais e a governação ao nível federal”, afirmou o primeiro-ministro, Elio di Rupo.

O NVA ganhou as eleições legislativas de 2010, mas não conseguiu formar governo. Apesar das próximas serem só em 2014, os independentistas flamengos parecem não quererem esperar para dividir mais o reino, que é constituído também pela região da Valónia, onde se fala francês, e pela região de Bruxelas, bilingue.

Para analisar este resultado eleitoral, a correspondente da euronews em Bruxelas, Gulsum Alan, entrevistou Pascal Delwit, analista político da Universidade Livre de Bruxelas.

“Esta é uma importante vitória ao nível simbólico, mas devemos lembrar que é uma vitória nas eleições locais, não são sequer eleições regionais e muito menos nacionais. Apesar de ter vencido em Antuérpia, o partido de Bart de Wever não ganhou em toda a Flandres e há vários exemplos contrários, como por exemplo Gand, a segunda maior cidade da região. Antuérpia é uma cidade da Flandres muito importante e simbólica, mas a região e os seus municípios não devem ser menosprezados face à câmara de Antuérpia”, disse o analista.

Bart de Wever propõs que o país avance para o confederalismo e durante seu discurso usou expressões fortes como “ponto de não retorno” e “maior sucesso eleitoral desde a Segunda Guerra Mundial”, vistas como algo beligerantes.

“Foi, de facto, um tom muito aguerrido, seguido de uma marcha triunfal de enorme simbolismo até à câmara de Antuérpia para ser dirigir ao primeiro-ministro. Mas devemos notar também que esse tipo de discurso não teve eco. Isto é, não foi usado por nenhum líder dos outros partidos de expressão neerlandesa. E nem o primeiro-ministro, nem os líderes dos partidos francófonos, responderam com o mesmo tipo de dicurso”, realçou Pascal Delwit.

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