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Camboja prepara funeral de ex-monarca e pai da independência do país

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Camboja prepara funeral de ex-monarca e pai da independência do país

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O primeiro ministro e o rei do Camboja aterraram esta manhã em Pequim, para preparar o repatriamento do corpo do antigo monarca Norodom Sihanouk.

O ex-chefe de estado faleceu ontem num hospital da capital chinesa aos 89 anos de idade, vítima de um ataque cardíaco.

As autoridades do Camboja preparam os funerais de estado para honrar o pai da independência do país, que abdicara do cargo em 2004 para entregar o poder ao filho e atual monarca, Norodom Sihamoni.

O antigo rei é um dos símbolos da independência do Camboja do poder colonial francês, em 1953, depois de ter abdicado do poder pela primeira vez em nome do pai, impedido até então de governar pelo regime de Vichy.

Durante mais de meio século, Norodom Sihanouk teve que lidar no cargo com o poder pró-nazi da França ocupada, e mais tarde, nos anos setenta, com o regime maoísta dos Kmers Vermelhos.

Criticado como autocrático e elitista e pela sua proximidade aos regimes chinês e norte-coreano, Sihanouk era uma figura carismática no Camboja.

Coroado de novo em 1993, depois de um longo exílio de 13 anos na China, o monarca abdicou do poder em 2004, pela segunda e última vez, devido a graves problemas de saúde.

O monarca que condenara os crimes dos Kmers Vermelhos no país, de forma a dissipar as críticas sobre a sua alegada cumplicidade, tinha passado os últimos anos da sua vida entre Pequim e Pyongyang.