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Do céu, com rigor, pelos Plêiades

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Do céu, com rigor, pelos Plêiades

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Paris. A Torre Eiffel surge nítida, apesar de a imagem ser captada a mais de 690 quilómetros de altitude, por um satélite chamado Plêiades 1. O mesmo na Torre de Tóquio. A aproximação pode permitir uma observação detalhada da estrutura, algo que antes só estava ao alcance dos satélites militares.

São registos efetuados pelo primeiro exemplar dos Plêiades, lançado há cerca de um ano. O segundo está quase a ser terminado na Astrium, em Toulouse, seguindo depois para Kouru, na Guiana Francesa. Espera-se que esteja em órbita a partir do dia 1 de dezembro. É um satélite de caráter dual, ou seja, civil e militar.

Charlotte Gabriel-Rodez, da Astrium, afirma tratar-se de “um satélite particularmente ágil, capaz de gravar imagens numa só passagem. Regista vários segmentos de uma só vez, permitindo um ângulo alargado de captação. Ou então, se efetuar várias passagens sobre a mesma zona, possibilita a reconstrução de um dado local num universo 3D, com ângulos diferentes.”

Juntos, os dois satélites Plêiades vão fornecer, diariamente, 1200 imagens da Terra. Charlotte Gabriel-Rodez salienta que “as aplicações estendem-se da monitorização ambiental, como o degelo dos glaciares, até à gestão de situações de risco e de crise.”

No aeroporto do Rio de Janeiro, por exemplo, é possível captar uma imagem cada 10 segundos, durante três minutos.